domingo, 27 de julho de 2014

Resenha da trilogia JOGOS VORAZES


Estou fazendo uma sequência de resenhas de séries que se encaixem no gênero distopia. No último post resenhei minha trilogia distópica favorita, "Divergente", e hoje vou falar um pouquinho sobre uma história que com certeza você já ouviu falar.

Jogos Vorazes é provavelmente a distopia mais em evidência no momento. Por ter sido lançada nos EUA em 2008, essa história foi a precursora da onda de trilogias desse gênero que surgiram nós últimos anos.






Em uma América do futuro, ergue-se um país chamado Panem, dividido em 12 Distritos. Cada um deles cumpre uma função para a auto suficiência do país, como a produção de alimentos, de carvão, de madeira, de armamentos etc. Alguns Distritos são mais ricos do que outros, dependendo do que produzem e normalmente quanto maior o número do Distrito, piores são as condições de vida (no Distrito 1, produtor de artigos de luxo, as pessoas vivem melhor e no 12, que produz carvão, chegam a passar fome). Além dos 12 Distritos, existe a chamada Capital, cidade que comanda todo o resto do país e onde moram as pessoas mais ricas e poderosas de Panem.


Há muitos anos, havia no país 13 Distritos, porém houve uma rebelião contra a Capital liderada pelo Distrito 13, que foi sufocada e resultou na extinção deste. Após essa revolução, os governantes de Panem ficaram com medo de que outras como aquela pudessem vir a acontecer e resolvem criar os chamados Jogos Vorazes, como uma forma de mostrar à população a força e poder da Capital em relação ao resto de Panem. Os Jogos Vorazes são um reality show que acontece uma vez por ano, onde por meio de sorteio são escolhidos dois jovens entre 12 e 18 anos de cada Distrito (um garoto e uma garota), que são encaminhados a uma arena, onde ficarão confinados até que reste somente um deles vivo. Sim, os adolescentes devem matar uns aos outros se quiserem ganhar. É matar ou morrer. O programa é transmitido para toda a nação e a população é obrigada a assistir seus jovens morrendo ao vivo.



Confesso que quando li a sinopse do livro pela primeira vez, tive um pouco de medo de me aventurar nessa história que mais parecia um thriller do que um Young Adult, mas resolvi ler mesmo assim, já que todo mundo me falava tanto sobre o livro. Hoje, depois de ler os três livros e assistir aos dois filmes que já foram lançados, posso dizer que não me arrependo nem um pouco. Apesar do tema meio forte, a história não assusta e nem tira seu sono à noite. Quer dizer, pode até tirar o sono, mas não por medo ou qualquer coisa do tipo, mas sim pelo quanto ela nos faz pensar e refletir. É impossível ler "Jogos Vorazes" sem ficar lembrando da história o tempo todo e querendo ler cada vez mais e mais para saber o que a autora vai aprontar no final. Com certeza é um livro perfeito para pegar e ler praticamente “de uma tacada só".




O meu favorito da série é o segundo volume, "Em chamas", pois é dos três o que mais explora o inusitado triângulo amoroso que se forma no primeiro livro. A autora conseguiu manter a essência da história e não deixou o segundo volume se tornar sem graça e apagado como acontece com a maioria das trilogias. Sem contar que "Em chamas" termina de uma forma que faz com que você pense "MEU DEUS, EU PRECISO DA CONTINUAÇÃO AGORA". Então, se você tem a mania de ler a ultima página do livro antes de começar a lê-lo direito, recomendo que não faça isso com ”Em chamas”, porque o nível do seu surto vai ser grande.

Já sobre o último livro, "A esperaça", não posso fazer tantos elogios. O desenvolvimento da história é brilhante como nos outros dois e você com certeza não vai conseguir largá-lo antes de terminar, porém eu me decepcionei com alguns pontos do final. Tem uma coisa que me deixa muito irritada em finais de séries e trilogias: em muitas delas vários e vários personagens são esquecidos ou ganham um final insatisfatório ou sem nexo. E, infelizmente, isso aconteceu em "A esperança". Gostei muito do final que foi dado aos protagonistas, mas estava esperando bem mais para alguns outros personagens.



Independente disso, sou uma grande fã de "Jogos Vorazes" e mal posso esperar pela estreia de "A esperança- parte 1" em novembro desse ano. Os outros dois filmes me surpreenderam muito positivamente, pois foram bem fiéis aos livros! Espero que os próximos sigam a mesma linha.









quarta-feira, 23 de julho de 2014

Resenha da trilogia DIVERGENTE


No último post, expliquei o que é uma história chamada de DISTOPIA e dei algumas indicações de livros desse gênero que têm feito muito sucesso ultimamente.  De certa forma como uma continuação, vou publicar agora resenhas de séries desse gênero que eu já li e amei. Por isso, se você ainda não sabe o que é uma distopia, corre lá nesse post antes de ler essa e as próximas resenhas do blog.




O primeiro livro da trilogia “Divergente” foi publicado no Brasil em 2012 pela editora Rocco e dês de então tem feito cada vez mais sucesso entre os adolescentes. O estouro foi tão grande, que a história acabou adaptada para o cinema e o primeiro filme da saga foi lançado em março desse ano. 



“Divergente” conta a história de uma garota de 16 anos chamada Beatrice Prior, que vive em uma sociedade dividida em cinco facções baseadas em virtudes do ser humano: Abnegação, Audácia, Franqueza, Amizade e Erudição. Nessa comunidade, que descobrimos ser uma Chicago do futuro, ao completar 16 anos todos os jovens devem ser submetidos a um Teste de Aptidão, que vai dizer quais são os “dons” daquele adolescente e com qual facção ele mais se identifica.



 Após esse teste, todos os jovens participam de uma cerimônia em que escolhem a qual facção querem pertencer dali em diante. Se escolherem uma diferente daquela na qual nasceram e a qual seus pais pertencem, esses adolescentes devem se afastar da família e ir morar no complexo pertencente à facção que escolheram.

Beatrice, que até então pertencia à erudição, descobre algo estranho sobre si mesma ao fazer seu teste de aptidão. Ela é uma divergente. Mesmo não fazendo ideia do que essa palavra significa, recebe o conselho de nunca contar isso a ninguém, pois ser divergente é algo muito perigoso.

Envolta em muitas dúvidas, descobertas, novos amigos, novos amores, brigas e situações cada vez mais perigosas, Tris (como passa a ser chamada após a escolha de sua nova facção) vai desvendando os mistérios e as barbaridades que estão por trás da estruturação de sua sociedade.



O sistema de facções é mesmo perfeito como todos acham? Será que algum dia existiu uma outra forma de comunidade baseada em outra coisa que não as facções? Se sim, por que ela se modificou? O que significa ser um divergente e por que isso é tão perigoso? Ao longo da trilogia, as perguntas da protagonista vão ganhando respostas, ao mesmo tempo em que vão surgindo cada vez mais questões.





Não posso falar muito mais sobre o segundo e terceiro livros sem acabar dando algum spoiler do primeiro da série, mas o que tenho a dizer é que essa é simplesmente a distopia mais genial que eu já li. Em “Divergente” (ou mesmo em “Insurgente”, que é o segundo volume), muitas coisas parecem bobinhas e a narrativa parece uma simples aventura para adolescentes, mas “Convergente” fechou a trilogia com uma fenomenal chave-de-ouro. As críticas sobre discriminação, divisão de renda, ética na ciência e tirania governamental me fizeram enxergar partes obscuras da nossa sociedade que nós normalmente não vemos ou não prestamos atenção.

Percebo que muitas séries não dão um final adequado para todos os personagens, mas fiquei EXTREMAMENTE feliz porque a Veronica conseguiu encaixar finais totalmente cabíveis e inteligentes para TODOS. Fiquei completamente apaixonada (apesar de ter chorado litros) pela parte mais "polêmica" e odiada esse final, porque acho que se a personagem tivesse feito qualquer outra coisa que não isso, não seria ela, não seria verdadeiro, não seria real. Ela agiu com o coração, como fez desde o início de Divergente, e isso me mostrou como a autora foi genial e conseguiu manter a essência dos protagonistas até o fim.



Eu indico essa trilogia a todos, independentemente da idade que você tiver. Leia não só como um best seller inútil e aculturado como muitas pessoas acreditam que os YAs sejam, mas como uma crítica totalmente irônica sobre o universo em que vivemos hoje.


 Ah, e se você já leu e não gostou tanto assim do primeiro livro, não desista e pare por aí. “Convergente” vai fazer seu esforço valer a pena, eu garanto!

Até a próxima e fiquem de olho pois já já vão sair resenhas de outras séries distópicas como essa! 


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Você sabe o que é DISTOPIA?

Muita gente ainda não sabe do que se trata, mas essa tem sido uma expressão muito usada ultimamente, principalmente na literatura. A palavra "distopia" refere-se ao contrário de "utopia", ou seja, enquanto pensamentos utópicos se referem a algo perfeito, um sonho, uma fantasia irreal; as distopias tratam de coisas distorcidas, fora do comum, defeituosas. Na literatura de ficção, autores criam sociedades (normalmente futurísticas) imperfeitas e deformadas, onde normalmente há uma desigual divisão social e econômica.

Apesar de esse ser um estilo literário que tem feito ENORME sucesso atualmente (principalmente entre os adolescentes), não é de hoje que autores brilhantes investem em histórias como essas para criticar aspectos e apontar problemas da sociedade de sua época. Esse tipo de livro já arrebatava muitos leitores no início do século XX.


Livro distópico publicado em 1949





Distopia publicada em 1932 



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Distopia é um assunto tão amplo, que é quase impossível comparar uma história com a outra. Alguns escritores focam em sistemas de governo defeituosos, outros falam mais sobre a incessante busca da beleza, ou sobre ética; alguns misturam ficção científica à história e muitos discutem a divisão de renda. Seja qual for o foco da narrativa, o que não falta em todas elas é crítica. Crítica, ironia e sarcasmo.

Criando histórias extremas como essas, onde as pessoas são controladas, os valores são distorcidos e o sofrimento acontece em massa, os autores jogam na nossa cara os problemas que a sociedade capitalista vive hoje e nos fazem pensar o que pode acontecer com o nosso futuro se não tomarmos medidas urgentes.

Muita gente diz que o motivo pelo qual esse gênero literário tem feito sucesso agora, é que os jovens de hoje não acreditam mais em finais felizes, mas eu discordo totalmente dessa visão. Pelo contrário, acho as distopias são provas de que nós não só acreditamos em um futuro melhor, como enxergamos os problemas que existem em nosso presente, ESCREVEMOS SOBRE O FATO e discutimos a respeito, tudo isso com a intenção de consertar o que há de errado e construir um amanhã melhor para as próximas gerações.

Eu sou uma grande admiradora desse gênero literário e, por isso, trouxe algumas indicações de livros distópicos para vocês. Alguns deles eu ainda não li, mas já conheço um pouco da história e estão todos na minha wishlist!


Trilogia "Jogos Vorazes", editora Rocco. RESENHA

Trilogia "Divergente", editora Rocco. RESENHA
Trilogia "A seleção", editora Seguinte. RESENHA
Saga "Feios", editora Galera Record 
Trilogia "Estilhaça-me", editora Novo Conceito


Primeiro livro da série "A ilha dos Dissidentes", editora Gutenberg