Jogos Vorazes é provavelmente a distopia mais em evidência no momento. Por ter sido lançada nos EUA em 2008, essa história foi a precursora da onda de trilogias desse gênero que surgiram nós últimos anos.
Em uma
América do futuro, ergue-se um país chamado Panem, dividido em 12 Distritos. Cada
um deles cumpre uma função para a auto suficiência do país, como a produção de
alimentos, de carvão, de madeira, de armamentos etc. Alguns Distritos são mais
ricos do que outros, dependendo do que produzem e normalmente quanto maior o
número do Distrito, piores são as condições de vida (no Distrito 1, produtor de
artigos de luxo, as pessoas vivem melhor e no 12, que produz carvão, chegam a
passar fome). Além dos 12 Distritos, existe a chamada Capital, cidade que
comanda todo o resto do país e onde moram as pessoas mais ricas e poderosas de
Panem.
Há
muitos anos, havia no país 13 Distritos, porém houve uma rebelião contra a
Capital liderada pelo Distrito 13, que foi sufocada e resultou na extinção
deste. Após essa revolução, os governantes de Panem ficaram com medo de que
outras como aquela pudessem vir a acontecer e resolvem criar os chamados Jogos
Vorazes, como uma forma de mostrar à população a força e poder da Capital em
relação ao resto de Panem. Os Jogos Vorazes são um reality show que acontece
uma vez por ano, onde por meio de sorteio são escolhidos dois jovens entre 12 e
18 anos de cada Distrito (um garoto e uma garota), que são encaminhados a uma
arena, onde ficarão confinados até que reste somente um deles vivo. Sim, os
adolescentes devem matar uns aos outros se quiserem ganhar. É matar ou morrer.
O programa é transmitido para toda a nação e a população é obrigada a assistir
seus jovens morrendo ao vivo.
Confesso que quando li a sinopse do livro pela primeira vez, tive um pouco de medo de me aventurar nessa história que mais parecia um thriller do que um Young Adult, mas resolvi ler mesmo assim, já que todo mundo me falava tanto sobre o livro. Hoje, depois de ler os três livros e assistir aos dois filmes que já foram lançados, posso dizer que não me arrependo nem um pouco. Apesar do tema meio forte, a história não assusta e nem tira seu sono à noite. Quer dizer, pode até tirar o sono, mas não por medo ou qualquer coisa do tipo, mas sim pelo quanto ela nos faz pensar e refletir. É impossível ler "Jogos Vorazes" sem ficar lembrando da história o tempo todo e querendo ler cada vez mais e mais para saber o que a autora vai aprontar no final. Com certeza é um livro perfeito para pegar e ler praticamente “de uma tacada só".
O meu favorito da série é o segundo volume, "Em chamas", pois é dos três o que mais explora o inusitado triângulo amoroso que se forma no primeiro livro. A autora conseguiu manter a essência da história e não deixou o segundo volume se tornar sem graça e apagado como acontece com a maioria das trilogias. Sem contar que "Em chamas" termina de uma forma que faz com que você pense "MEU DEUS, EU PRECISO DA CONTINUAÇÃO AGORA". Então, se você tem a mania de ler a ultima página do livro antes de começar a lê-lo direito, recomendo que não faça isso com ”Em chamas”, porque o nível do seu surto vai ser grande.
Já sobre o último livro, "A esperaça",
não posso fazer tantos elogios. O desenvolvimento da história é brilhante como
nos outros dois e você com certeza não vai conseguir largá-lo antes de
terminar, porém eu me decepcionei com alguns pontos do final. Tem uma coisa que
me deixa muito irritada em finais de séries e trilogias: em muitas delas vários
e vários personagens são esquecidos ou ganham um final insatisfatório ou sem
nexo. E, infelizmente, isso aconteceu em "A esperança". Gostei muito
do final que foi dado aos protagonistas, mas estava esperando bem mais para
alguns outros personagens.




