No último post, expliquei
o que é uma história chamada de DISTOPIA e dei algumas indicações de livros
desse gênero que têm feito muito sucesso ultimamente. De certa forma como uma
continuação, vou publicar agora resenhas de séries desse gênero que eu
já li e amei. Por isso, se você ainda não sabe o que é uma distopia, corre lá nesse post antes de ler essa e as
próximas resenhas do blog.
O primeiro livro da trilogia “Divergente” foi publicado no Brasil em
2012 pela editora Rocco e dês de então tem feito cada vez mais sucesso entre os adolescentes. O estouro foi tão grande, que a história acabou adaptada para o cinema e o primeiro filme da saga foi lançado em março desse ano.
“Divergente” conta a história de uma garota de 16 anos
chamada Beatrice Prior, que vive em uma sociedade dividida em cinco facções baseadas em virtudes do ser humano:
Abnegação, Audácia, Franqueza, Amizade e Erudição. Nessa comunidade, que
descobrimos ser uma Chicago do futuro, ao completar 16 anos todos os jovens
devem ser submetidos a um Teste de Aptidão, que vai dizer quais são os “dons”
daquele adolescente e com qual facção ele mais se identifica.
Após esse teste,
todos os jovens participam de uma cerimônia em que escolhem a qual facção
querem pertencer dali em diante. Se escolherem uma diferente daquela na qual nasceram
e a qual seus pais pertencem, esses adolescentes devem se afastar da família e
ir morar no complexo pertencente à facção que escolheram.
Beatrice, que até então pertencia à erudição, descobre algo
estranho sobre si mesma ao fazer seu teste de aptidão. Ela é uma divergente.
Mesmo não fazendo ideia do que essa palavra significa, recebe o conselho de
nunca contar isso a ninguém, pois ser divergente é algo muito perigoso.
Envolta em muitas dúvidas, descobertas, novos amigos, novos
amores, brigas e situações cada vez mais perigosas, Tris (como passa a ser
chamada após a escolha de sua nova facção) vai desvendando os mistérios e as
barbaridades que estão por trás da estruturação de sua sociedade.
O sistema de facções é mesmo perfeito como todos acham? Será
que algum dia existiu uma outra forma de comunidade baseada em outra coisa que
não as facções? Se sim, por que ela se modificou? O que significa ser um
divergente e por que isso é tão perigoso? Ao longo da trilogia, as perguntas da
protagonista vão ganhando respostas, ao mesmo tempo em que vão surgindo cada
vez mais questões.
Não posso falar muito mais sobre o segundo e terceiro livros
sem acabar dando algum spoiler do primeiro da série, mas o que tenho a dizer é
que essa é simplesmente a distopia mais genial que eu já li. Em “Divergente”
(ou mesmo em “Insurgente”, que é o segundo volume), muitas coisas parecem
bobinhas e a narrativa parece uma simples aventura para adolescentes, mas “Convergente”
fechou a trilogia com uma fenomenal chave-de-ouro. As críticas sobre discriminação,
divisão de renda, ética na ciência e tirania governamental me fizeram enxergar
partes obscuras da nossa sociedade que nós normalmente não vemos ou não
prestamos atenção.
Percebo que muitas séries não dão um final adequado para todos os personagens, mas fiquei EXTREMAMENTE feliz porque a Veronica conseguiu encaixar finais totalmente cabíveis e inteligentes para TODOS. Fiquei completamente apaixonada (apesar de ter chorado litros) pela parte mais "polêmica" e odiada esse final, porque acho que se a personagem tivesse feito qualquer outra coisa que não isso, não seria ela, não seria verdadeiro, não seria real. Ela agiu com o coração, como fez desde o início de Divergente, e isso me mostrou como a autora foi genial e conseguiu manter a essência dos protagonistas até o fim.
Percebo que muitas séries não dão um final adequado para todos os personagens, mas fiquei EXTREMAMENTE feliz porque a Veronica conseguiu encaixar finais totalmente cabíveis e inteligentes para TODOS. Fiquei completamente apaixonada (apesar de ter chorado litros) pela parte mais "polêmica" e odiada esse final, porque acho que se a personagem tivesse feito qualquer outra coisa que não isso, não seria ela, não seria verdadeiro, não seria real. Ela agiu com o coração, como fez desde o início de Divergente, e isso me mostrou como a autora foi genial e conseguiu manter a essência dos protagonistas até o fim.
Eu indico essa trilogia a todos, independentemente da idade que você
tiver. Leia não só como um best seller inútil e aculturado como muitas pessoas acreditam que os YAs sejam, mas como uma
crítica totalmente irônica sobre o universo em que vivemos hoje.
Ah, e se você já leu
e não gostou tanto assim do primeiro livro, não desista e pare por aí. “Convergente”
vai fazer seu esforço valer a pena, eu garanto!
Até a próxima e fiquem de olho pois já já vão sair resenhas de outras séries distópicas como essa!
Até a próxima e fiquem de olho pois já já vão sair resenhas de outras séries distópicas como essa!
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