domingo, 2 de novembro de 2014

Resenha de Princesa Adormecida

Sou meio suspeita pra falar sobre esse livro, pois sempre fui uma das maiores fãs da Paula Pimenta, mas prometo (tentar) ser o mais imparcial possível. 




Em 2013 a autora brasileira Paula Pimenta, juntamente a mais três escritoras (incluindo duas internacionais), foi convidada para um projeto muito legal da editora Galera Record, no qual elas deveriam escrever "versões modernas" para famosos contos de fadas. Foram reescritas as histórias de Bela Adormecida, Rapunzel, Bela e a Fera e Cinderela. O livro fez tanto sucesso, que a Paula (autora do conto "Cinderela Pop") foi convidada pela editora para escrever uma série de livros baseados nas histórias de várias outras princesas (além de lançar uma versão estendida do conto da Cinderela publicado em "O livro das princesas"). Foi daí que surgiu "Princesa Adormecida". 



Como o próprio nome sugere, a narrativa é baseada no clássico "Bela Adormecida" e conta a história de Áurea, que foi separada dos pais inda bebê e mandada para morar com seus tios, com quem ainda vive no início do livro (quando já tem 16 anos). Estudante de um colégio interno exclusivo para garotas e sempre muito protegida pelos tios, a menina pouco conhece sobre mundo e sobre sua própria história. Ao longo da história ela vai tentando adquirir maior liberdade e conhecer novas pessoas e novos sentimentos. 

É difícil falar mais do que isso sobre o livro sem dar qualquer spoiler que tire a graça de descobrir, a cada página, as semelhanças de Áurea com Aurora (protagonista do original "Bela Adormecida) e as sutis referências à clássica história da Disney. 



A primeira coisa a me conquistar nesse livro foi a capa que, sério, é uma das mais lindas que já vi na minha vida! Sem contar que ela tem detalhes que têm tudo a ver com a história e que você só descobre depois que lê. 

Por dentro, "Princesa Adormecida" é romântico, lindo e atual. A história é toda meiga e nasceu para ser amada por pessoas de TODAS as idades. Dê para sua irmazinha de oito anos e para sua avó de oitenta, tenho certeza de que ambas vão sorrir e suspirar. 

A única crítica que tenho a fazer sobre o livro é que achei a narrativa meio bobinha infantil em vários momentos. A protagonista toma atitudes que nenhuma meninas de 16 anos que conheço (inclusive eu, diga-se de passagem) tomariam, ela é muito tapada imatura. Porém, entendo que isso tem a ver com a faixa etária dos leitores da autora, que tem ficado cada vez mais baixa (tem meninas de sete, oito anos que já leram todos os livros da Paula!!). Fora isso, o livro é lindo demais e com certeza merece todo o sucesso que ganhou até agora e muito mais!

Mal posso esperar pelos outros livros da série de "princesas contemporâneas" que a Paulinha vai lançar, tenho certeza de que vai ser um sucesso após o outro <3 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

TAG: Dias da Semana em Livros


Hoje vim responder a Tag "Dias da Semana em Livros", que está sendo gravada por vários canais literários no YouTube e foi criada pela Pâm do blog Garota it (assista o vídeo original). Essa tag consiste em escolher um livro para cada dia da semana, baseando-se nas características de cada um desses dias. Vamos lá!

DOMINGO: Um livro que você não quer que termine ou não quis que terminasse:
Para essa categoria escolhi "Princesa Para Sempre", último livro da série "O diário da princesa" da autora Meg Cabot. Acho que pelo fato de essa série possuir um total dez volumes, os leitores se envolvem com a história de um jeito tão profundo, que passamos a considerar os personagens como verdadeiros amigos. Eu comecei a ler o primeiro livro da série (que já virou filme produzido pela Disney em "2000") há mais ou menos cinco anos e me apaixonei pela Mia desde então. Chorei e esperniei ao terminar o último volume por saber que ficaria órfã de uma das histórias que me guiaram no início da minha paixão pela leitura. Não foi nada fácil me despedir e com certeza esse foi o livro que eu menos quis que terminasse.


SEGUNDA: Um livro que você tem preguiça de começar:
Tudo bem, isso vai ser meio vergonhoso de confessar, mas eu tenho extrema preguiça de ler qualquer livro em inglês. Ao contrário da maioria das pessoas, não tenho nenhuma preguiça com livros grossos ou coisa do tipo (muito pelo contrário, normalmente prefiro os maiores), então a única coisa que consegue me intimidar em relação a livros é o idioma. Estou longe de ser fluente em inglês, então tem um pouco a ver com isso. Sei que eu deveria pelo menos tentar, pois isso me ajudaria a melhorar na língua, mas a preguiça sempre vence no final. :P


TERÇA: Um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação:
Essa categoria também pode ser meio polêmica. Para ela eu escolhi o livro "O pequeno príncipe", que eu realmente li por uma "obrigação" social, afinal quem nunca leu esse livro acaba sofrendo um certo bullying, né? Mas o fato é que eu demorei meses para conseguir ler essa história de apenas 90 páginas. Sempre sou julgada quando digo isso, mas sinceramente não vi nada de mais em "Le Petit Prince". Sim, algumas passagem são realmente lindas e comoventes, porém toda essa "magia" que todos amam não se revelou para mim. Empurrei com a barriga do começo ao fim simplesmente para poder dizer que já li.



QUARTA: Um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento:
Minha matéria favorita na escola sempre foi História, mas nem por isso em tenho paciência suficiente para ler livros que tratem sobre o tema. Já tentei ler 1822, do autor *Laurentino Gomez*, duas vezes e em ambas acabei abandonando o livro pela metade. Ainda tenho a intenção de voltar a lê-lo e pretendo fazer isso em breve.



QUINTA: O livro de quinta. Um livro que você não recomenda:
Para mim é difícil falar bem ou mal desse livro, pois eu o detestei e o amei ao mesmo tempo. Porém, sem opção melhor para essa categoria, escolhi "O livro dos vilões", lançado pela editora Galera Record e que reúne quatro contos, dos quais dois me deixaram apaixonada e os outros dois me deram vontade de jogar o livro no lixo (sério). Me arrependi de ter gasto dinheiro comprando um livro que não gostei completamente e, por isso, não recomendo para ninguém. Em breve vou postar uma resenha sobre o livro com mais detalhes e explicando melhor a minha opinião controversa sobre ele, fiquem de olho.



SEXTA: Um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra):
No momento estou ansiosa por vários e vários lançamentos e louca para comprar milhares de outros livros já lançados. Dos que ainda serão publicados, o que mais tem me feito passar noites sem dormir de ansiedade (porque exagero pouco é bobagem rs) é "Minha Vida Fora de série- 3ª temporada", que será o terceiro volume da saga de mesmo nome escrita pela autora brasileira Paula Pimenta. Eu me identifico muito com a protagonista do livro e amo/vivo/sou tudo o que a Paula escreve. Minha ansiedade não podia ser maior, espero que o livro seja mesmo lançado no primeiro semestre de 2015 como promete e autora.


SÁBADO: Um livro que você quis começar novamente assim que terminou:
Eu não somente quis como literalmente fiz isso. Assim que acabei "Depois dos quinze" da Bruna Vieira, virei o livro e comecei a ler todas as crônicas novamente. A Bruna é uma das pessoas mais inspiradoras que eu conheço e esse, que foi seu primeiro livro, consegue passar muito bem toda essa inspiração e nos contagia de uma forma linda. Até hoje me pego relendo algumas das crônicas do livro, que me fazem tão bem.






domingo, 7 de setembro de 2014

Resenha do livro FEIOS

Para fechar a série de resenhas de distopias aqui no blog, hoje trouxe um livro muito especial: "Feios", do autor Scott Westerfeld, laçado no Brasil pela editora Galera Record.


O livro se passa aproximadamente 300 anos no futuro, em uma sociedade realmente futurística, com carros que podem voar, tecnologia inteligente e medicina extremamente avançada. Tão avançada, que tem o poder de transformar (por meio de cirurgias) qualquer pessoa em alguém fisicamente perfeito. E é exatamente isso que é feito. Ao completarem 16 anos, todos os jovens (que eram considerados e denominados Feios até então), são submetidos à uma operação que modifica sua pele, seu rosto, seus olhos, cabelos, estrutura óssea, altura, dentes e tudo o mais que poderia ser considerado diferente de algo extremamente perfeito em seus corpos.

À partir daí todos os jovens se mudam para o bairro de Nova Perfeição e passam a ter uma vida cheia de festas, bebidas, amigos e muita diversão. O sonho de todos os Feios é se tornarem Perfeitos, eles esperam ansiosamente pelo seu décimo sexto aniversário para que possam, finalmente, modificar seus corpos "estranhos e anormais".


Nossa protagonista é Tally, uma adolescente de quinze anos que se vê sozinha na Vila Feia quando todos os seus antigos amigos se tornam Perfeitos. A garota mal pode esperar pelo dia em que poderá rever todos os colegas e viver a vida maravilhosa que agora eles vivem. Porém, ao conhecer uma menina chamada Shy, Tally descobre que nem todos os adolescentes sonham em se tornar Perfeitos e muitos deles estão dispostos até mesmo a arriscar suas vidas fugindo da cidade para não serem submetidos à operação quer os tornaria como todos os outros.

A heroína passa por várias situações angustiantes e fica dividida interiormente por vários e vários conflitos. Ela sabe que a cirurgia havia sido criada para acabar com problemas horríveis que existiam muitos ano atrás, como anorexia, obesidade, discriminação e preconceito. Acreditava que transformando todos em pessoas igualmente bonitas, toda essa desordem psicológica e social seri resolvida. Ser diferente era algo que não funcionavas, só trazia guerras e polêmicas, os destroços encontrados de uma antiga civilização provavam isso. Naquela época, as pessoas gastavam ferro com coisas inúteis como uma montanha russa, derrubavam árvores para escrever jornais que eram jogados fora, gastavam petróleo como fonte de energia! Eram realmente muito burros e inconsequentes, Tally não podia acreditar que alguém já havia vivido daquela maneira. Mas será que sua sociedade era mesmo melhor do que a anterior? Ser Perfeito era realmente a chave para a paz?


A única crítica que tenho para fazer a esse livro é sobre a linguagem utilizada. O uso de palavras fáceis demais e diálogos superficiais e infantis (principalmente nos primeiros capítulos), me deicxou com a sensação de estar lendo um livro para crianças. Porém, com o decorrer da trama, a história vai "encorpando" e se torna absurdamente genial.

Como é típico das distopias, esse livro possui MUITA crítica! O que me surpreendeu foi que a pegada engajada é completamente diferente de todos os livros do gênero que eu já havia lido. Falar sobre como nós não sabemos lidar com as diferenças físicas, criticar nosso conceito de sustentabilidade e abordar temas como a bioética com pitadas de ficção científica, fez com que eu desse nota dez a esse livro. Sem contar que em toda a trama o romance é trabalhado na medida certa, sem exageros açucarados, mas com o devido cuidado e atenção.



"Feios" é o primeiro livro de uma série com quatro, todos lançados pela editora Galera Record. Por enquanto esse foi o único que li, mas pretendo comprar os próximos o mais rápido possível, pois ele termina em um ponto crítico da história e estou roendo as unhas para saber o que vai acntecer em seguida! Assim que ler os próximos, farei resenha de todos aqui para vocês.


Já leu? Tem vontade de ler? Gostou da resenha ou tem alguma dica para melhorá-la? Deixe nos comentários, vou adorar saber sua opinião ;)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Resenha da trilogia A SELEÇÃO

Mais uma resenha de distopia! \o/

Comprei o primeiro livro da trilogia "A seleção" totalmente pela capa, que além de linda passava um ar de mistério e romantismo. Hoje agradeço por ela ter me conquistado e me feito conhecer uma das histórias mais legais que li nos últimos tempos.




"A seleção" (lançado no Brasil em 2012 pela editora Seguinte) conta a história de uma garota de 16 anos chamada América Singer, que mora em Ilhéa; um país do futuro erguido sobre os antigos Estados Unidos. Lá a sociedade é dividida em cascas e cada uma delas cuida de um tipo de trabalho, alguns são músicos, outros são professores, fazendeiros, secretários, serventes, entre tantos outros. Sua casta define, consequentemente, também o seu nível social: quanto mais alto o número de sua casta, mais pobre você é. América é uma música da casta cinco que namora as escondidas com Aspen, que pertence à sexta casta. Esse é um namoro perigoso devido às leis do país e ao fato de pertencerem a castas distintas.

Ilhéa é uma monarquia e sempre que  um príncipe se aproxima da idade ideal para se casar, é realizado um concurso que escolhe 35 meninas entre 16 e 20 anos de todos os país para irem ao castelo e passarem alguns dias (ou meses) com o futuro rei, a fim de que ele escolha dentre elas a sua esposa. O próximo concurso está prestes a acontecer e América não tem nenhuma intenção de ir ao castelo lutar pelo coração do famoso príncipe Maxon. Porém, para sua extrema infelicidade, a garota é uma das escolhidas a candidata a princesa e, após uma briga feia com o namorado Aspen (que quer que ela vá para o castelo lutar pela chance de ter uma vida melhor), América acaba cedendo e viaja até a Capital do país, onde passará os próximos meses.



No início muito fugidia e nervosa com os rumos que a competição poderia tomar, a protagonista acaba aos poucos baixando a guarda e fazendo grandes amigas entre as competidoras. Descobre também que Maxon não era bem o príncipe mimado e egocêntrico que ela imaginava.

Seus sentimentos por Aspen vão se confundindo a cada dia mais e suas descobertas sobre o sistema que rege Ilhéa deixam América cada vez mais surpresa e determinada a mudar as coisas. E ela definitivamente não tem medo de demonstrar sua opinião e lutar pelo que acha certo. 

Apesar de ser classificada como uma trilogia distópica, não acho que nenhum dos três livros se enquadrem muito bem nesse gênero. Sim, temos uma sociedade futurística e problemática assim como todas as boas distopias têm; porém o romance e o triângulo amoroso que aos poucos se forma, recebem a maior parte da atenção na narrativa. Os problemas e reviravoltas de Ilhéa acabam ficando como plano de fundo para uma história puramente romântica. Sinceramente não vi problema nenhum nisso, afinal adoro um bom romance e esse, apesar de clichê em alguns momentos, conseguiu me fazer suspirar.


"A elite", o segundo livro da série, foi o que menos gostei, pois muitos momentos me deram raiva e personagens que eu amava acabaram fazendo burrices tão grandes que me deu vontade de jogar o livro na parede. Apesar disso, quando terminei esse segundo volume, fiquei durante um ano roendo as unhas enquanto esperava o lançamento da continuação. Queria muito saber que rumo a história ia tomar e se certos personagens iam se redimir de suas atitudes...


O que me deixou feliz foi que "A escolha" encerrou a série exatamente do jeito que eu queria desde o começo. Achei que a Kiera poderia ter explorado um pouco mais da história dos rebeldes e das castas nesse último livro, porque eu realmente queria que ele tivesse um toque a mais de distopia! E apesar de ter adorado o final, senti que foi meio corrido e alguns (muitos) personagens importantes foram esquecidos. Foi como se a autora estivesse de saco cheio da história e quisesse terminar rápido, esquecendo muitos detalhes. Isso me deixou bastante chateada.

De qualquer forma, gostei muito do livro como um todo e indico a todos que adoram um YA romântico e água com açúcar. América é uma protagonista fantástica e eu acabei me identificando com vários sonhos e medos dela durante a trilogia.




Para quem não sabe, foi lançado também o livro "Os contos da seleção", que possui duas pequenas histórias narradas uma por Aspen e outra por Maxon. Achei a ideia desse livro fantástica, pois com ele pudemos entender o que se passava pela cabeça do príncipe e do guarda enquanto América se descabelava com seus problemas e sua indecisão. Esses dois contos também estão disponíveis gratuitamente para e-book.

Correm boatos de que talvez a história acabe virando filme. Espero que sejam verdadeiros, pois serei a primeira na fila do cinema!

domingo, 27 de julho de 2014

Resenha da trilogia JOGOS VORAZES


Estou fazendo uma sequência de resenhas de séries que se encaixem no gênero distopia. No último post resenhei minha trilogia distópica favorita, "Divergente", e hoje vou falar um pouquinho sobre uma história que com certeza você já ouviu falar.

Jogos Vorazes é provavelmente a distopia mais em evidência no momento. Por ter sido lançada nos EUA em 2008, essa história foi a precursora da onda de trilogias desse gênero que surgiram nós últimos anos.






Em uma América do futuro, ergue-se um país chamado Panem, dividido em 12 Distritos. Cada um deles cumpre uma função para a auto suficiência do país, como a produção de alimentos, de carvão, de madeira, de armamentos etc. Alguns Distritos são mais ricos do que outros, dependendo do que produzem e normalmente quanto maior o número do Distrito, piores são as condições de vida (no Distrito 1, produtor de artigos de luxo, as pessoas vivem melhor e no 12, que produz carvão, chegam a passar fome). Além dos 12 Distritos, existe a chamada Capital, cidade que comanda todo o resto do país e onde moram as pessoas mais ricas e poderosas de Panem.


Há muitos anos, havia no país 13 Distritos, porém houve uma rebelião contra a Capital liderada pelo Distrito 13, que foi sufocada e resultou na extinção deste. Após essa revolução, os governantes de Panem ficaram com medo de que outras como aquela pudessem vir a acontecer e resolvem criar os chamados Jogos Vorazes, como uma forma de mostrar à população a força e poder da Capital em relação ao resto de Panem. Os Jogos Vorazes são um reality show que acontece uma vez por ano, onde por meio de sorteio são escolhidos dois jovens entre 12 e 18 anos de cada Distrito (um garoto e uma garota), que são encaminhados a uma arena, onde ficarão confinados até que reste somente um deles vivo. Sim, os adolescentes devem matar uns aos outros se quiserem ganhar. É matar ou morrer. O programa é transmitido para toda a nação e a população é obrigada a assistir seus jovens morrendo ao vivo.



Confesso que quando li a sinopse do livro pela primeira vez, tive um pouco de medo de me aventurar nessa história que mais parecia um thriller do que um Young Adult, mas resolvi ler mesmo assim, já que todo mundo me falava tanto sobre o livro. Hoje, depois de ler os três livros e assistir aos dois filmes que já foram lançados, posso dizer que não me arrependo nem um pouco. Apesar do tema meio forte, a história não assusta e nem tira seu sono à noite. Quer dizer, pode até tirar o sono, mas não por medo ou qualquer coisa do tipo, mas sim pelo quanto ela nos faz pensar e refletir. É impossível ler "Jogos Vorazes" sem ficar lembrando da história o tempo todo e querendo ler cada vez mais e mais para saber o que a autora vai aprontar no final. Com certeza é um livro perfeito para pegar e ler praticamente “de uma tacada só".




O meu favorito da série é o segundo volume, "Em chamas", pois é dos três o que mais explora o inusitado triângulo amoroso que se forma no primeiro livro. A autora conseguiu manter a essência da história e não deixou o segundo volume se tornar sem graça e apagado como acontece com a maioria das trilogias. Sem contar que "Em chamas" termina de uma forma que faz com que você pense "MEU DEUS, EU PRECISO DA CONTINUAÇÃO AGORA". Então, se você tem a mania de ler a ultima página do livro antes de começar a lê-lo direito, recomendo que não faça isso com ”Em chamas”, porque o nível do seu surto vai ser grande.

Já sobre o último livro, "A esperaça", não posso fazer tantos elogios. O desenvolvimento da história é brilhante como nos outros dois e você com certeza não vai conseguir largá-lo antes de terminar, porém eu me decepcionei com alguns pontos do final. Tem uma coisa que me deixa muito irritada em finais de séries e trilogias: em muitas delas vários e vários personagens são esquecidos ou ganham um final insatisfatório ou sem nexo. E, infelizmente, isso aconteceu em "A esperança". Gostei muito do final que foi dado aos protagonistas, mas estava esperando bem mais para alguns outros personagens.



Independente disso, sou uma grande fã de "Jogos Vorazes" e mal posso esperar pela estreia de "A esperança- parte 1" em novembro desse ano. Os outros dois filmes me surpreenderam muito positivamente, pois foram bem fiéis aos livros! Espero que os próximos sigam a mesma linha.









quarta-feira, 23 de julho de 2014

Resenha da trilogia DIVERGENTE


No último post, expliquei o que é uma história chamada de DISTOPIA e dei algumas indicações de livros desse gênero que têm feito muito sucesso ultimamente.  De certa forma como uma continuação, vou publicar agora resenhas de séries desse gênero que eu já li e amei. Por isso, se você ainda não sabe o que é uma distopia, corre lá nesse post antes de ler essa e as próximas resenhas do blog.




O primeiro livro da trilogia “Divergente” foi publicado no Brasil em 2012 pela editora Rocco e dês de então tem feito cada vez mais sucesso entre os adolescentes. O estouro foi tão grande, que a história acabou adaptada para o cinema e o primeiro filme da saga foi lançado em março desse ano. 



“Divergente” conta a história de uma garota de 16 anos chamada Beatrice Prior, que vive em uma sociedade dividida em cinco facções baseadas em virtudes do ser humano: Abnegação, Audácia, Franqueza, Amizade e Erudição. Nessa comunidade, que descobrimos ser uma Chicago do futuro, ao completar 16 anos todos os jovens devem ser submetidos a um Teste de Aptidão, que vai dizer quais são os “dons” daquele adolescente e com qual facção ele mais se identifica.



 Após esse teste, todos os jovens participam de uma cerimônia em que escolhem a qual facção querem pertencer dali em diante. Se escolherem uma diferente daquela na qual nasceram e a qual seus pais pertencem, esses adolescentes devem se afastar da família e ir morar no complexo pertencente à facção que escolheram.

Beatrice, que até então pertencia à erudição, descobre algo estranho sobre si mesma ao fazer seu teste de aptidão. Ela é uma divergente. Mesmo não fazendo ideia do que essa palavra significa, recebe o conselho de nunca contar isso a ninguém, pois ser divergente é algo muito perigoso.

Envolta em muitas dúvidas, descobertas, novos amigos, novos amores, brigas e situações cada vez mais perigosas, Tris (como passa a ser chamada após a escolha de sua nova facção) vai desvendando os mistérios e as barbaridades que estão por trás da estruturação de sua sociedade.



O sistema de facções é mesmo perfeito como todos acham? Será que algum dia existiu uma outra forma de comunidade baseada em outra coisa que não as facções? Se sim, por que ela se modificou? O que significa ser um divergente e por que isso é tão perigoso? Ao longo da trilogia, as perguntas da protagonista vão ganhando respostas, ao mesmo tempo em que vão surgindo cada vez mais questões.





Não posso falar muito mais sobre o segundo e terceiro livros sem acabar dando algum spoiler do primeiro da série, mas o que tenho a dizer é que essa é simplesmente a distopia mais genial que eu já li. Em “Divergente” (ou mesmo em “Insurgente”, que é o segundo volume), muitas coisas parecem bobinhas e a narrativa parece uma simples aventura para adolescentes, mas “Convergente” fechou a trilogia com uma fenomenal chave-de-ouro. As críticas sobre discriminação, divisão de renda, ética na ciência e tirania governamental me fizeram enxergar partes obscuras da nossa sociedade que nós normalmente não vemos ou não prestamos atenção.

Percebo que muitas séries não dão um final adequado para todos os personagens, mas fiquei EXTREMAMENTE feliz porque a Veronica conseguiu encaixar finais totalmente cabíveis e inteligentes para TODOS. Fiquei completamente apaixonada (apesar de ter chorado litros) pela parte mais "polêmica" e odiada esse final, porque acho que se a personagem tivesse feito qualquer outra coisa que não isso, não seria ela, não seria verdadeiro, não seria real. Ela agiu com o coração, como fez desde o início de Divergente, e isso me mostrou como a autora foi genial e conseguiu manter a essência dos protagonistas até o fim.



Eu indico essa trilogia a todos, independentemente da idade que você tiver. Leia não só como um best seller inútil e aculturado como muitas pessoas acreditam que os YAs sejam, mas como uma crítica totalmente irônica sobre o universo em que vivemos hoje.


 Ah, e se você já leu e não gostou tanto assim do primeiro livro, não desista e pare por aí. “Convergente” vai fazer seu esforço valer a pena, eu garanto!

Até a próxima e fiquem de olho pois já já vão sair resenhas de outras séries distópicas como essa! 


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Você sabe o que é DISTOPIA?

Muita gente ainda não sabe do que se trata, mas essa tem sido uma expressão muito usada ultimamente, principalmente na literatura. A palavra "distopia" refere-se ao contrário de "utopia", ou seja, enquanto pensamentos utópicos se referem a algo perfeito, um sonho, uma fantasia irreal; as distopias tratam de coisas distorcidas, fora do comum, defeituosas. Na literatura de ficção, autores criam sociedades (normalmente futurísticas) imperfeitas e deformadas, onde normalmente há uma desigual divisão social e econômica.

Apesar de esse ser um estilo literário que tem feito ENORME sucesso atualmente (principalmente entre os adolescentes), não é de hoje que autores brilhantes investem em histórias como essas para criticar aspectos e apontar problemas da sociedade de sua época. Esse tipo de livro já arrebatava muitos leitores no início do século XX.


Livro distópico publicado em 1949





Distopia publicada em 1932 



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Distopia é um assunto tão amplo, que é quase impossível comparar uma história com a outra. Alguns escritores focam em sistemas de governo defeituosos, outros falam mais sobre a incessante busca da beleza, ou sobre ética; alguns misturam ficção científica à história e muitos discutem a divisão de renda. Seja qual for o foco da narrativa, o que não falta em todas elas é crítica. Crítica, ironia e sarcasmo.

Criando histórias extremas como essas, onde as pessoas são controladas, os valores são distorcidos e o sofrimento acontece em massa, os autores jogam na nossa cara os problemas que a sociedade capitalista vive hoje e nos fazem pensar o que pode acontecer com o nosso futuro se não tomarmos medidas urgentes.

Muita gente diz que o motivo pelo qual esse gênero literário tem feito sucesso agora, é que os jovens de hoje não acreditam mais em finais felizes, mas eu discordo totalmente dessa visão. Pelo contrário, acho as distopias são provas de que nós não só acreditamos em um futuro melhor, como enxergamos os problemas que existem em nosso presente, ESCREVEMOS SOBRE O FATO e discutimos a respeito, tudo isso com a intenção de consertar o que há de errado e construir um amanhã melhor para as próximas gerações.

Eu sou uma grande admiradora desse gênero literário e, por isso, trouxe algumas indicações de livros distópicos para vocês. Alguns deles eu ainda não li, mas já conheço um pouco da história e estão todos na minha wishlist!


Trilogia "Jogos Vorazes", editora Rocco. RESENHA

Trilogia "Divergente", editora Rocco. RESENHA
Trilogia "A seleção", editora Seguinte. RESENHA
Saga "Feios", editora Galera Record 
Trilogia "Estilhaça-me", editora Novo Conceito


Primeiro livro da série "A ilha dos Dissidentes", editora Gutenberg









    sábado, 25 de janeiro de 2014

    Uma bookaholic


    Oi, e aí? 
    Esse é meu primeiro post então não sei muito bem como começar. Acho melhor me apresentar primeiro. 
    Bom, meu nome é Luiza, tenho dezesseis anos e, bem... Sou uma bookaholic. Você não sabe o que é isso? É uma doença horrível e contagiosa, um vício, UMA OBSSEÇÃO! Calma, é brincadeirinha. Sim é um vício, mas não é horrível (pelo menos eu não acho que seja) e, infelizmente, não é contagioso.
    Bookaholic é uma pessoa viciada em livros. Assim como workaholic é aquele viciado em trabalho e shopaholic o viciado em compras. 
    Eu sou completamente apaixonada por palavras. Meu vício é tão sério que cheguei ao ponto de ser proibida por minha própria mãe de adquirir novos "bebês" para a minha estante. (E é óbvio que eu não obedeci, né?)

    Criei esse blog para compartilhar e discutir com outras pessoas as minhas leituras, conhecer novos títulos e autores; e mostrar a todos como vale a pena se aventurar nas páginas de bom livro. 
    Apesar de tudo isso, é claro que não vou falar exclusivamente de livros por aqui, afinal, também adoro filmes, sou apaixonada por música, curto moda, acredito em horóscopo e AMO viajar (ou planejar viagens que espero fazer no futuro rs). 
    Vou escrever no blog sempre que encontrar um assunto interessante para compartilhar, espero que gostem. 

    Beijos,
    Luiza