sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Resenha da trilogia A SELEÇÃO

Mais uma resenha de distopia! \o/

Comprei o primeiro livro da trilogia "A seleção" totalmente pela capa, que além de linda passava um ar de mistério e romantismo. Hoje agradeço por ela ter me conquistado e me feito conhecer uma das histórias mais legais que li nos últimos tempos.




"A seleção" (lançado no Brasil em 2012 pela editora Seguinte) conta a história de uma garota de 16 anos chamada América Singer, que mora em Ilhéa; um país do futuro erguido sobre os antigos Estados Unidos. Lá a sociedade é dividida em cascas e cada uma delas cuida de um tipo de trabalho, alguns são músicos, outros são professores, fazendeiros, secretários, serventes, entre tantos outros. Sua casta define, consequentemente, também o seu nível social: quanto mais alto o número de sua casta, mais pobre você é. América é uma música da casta cinco que namora as escondidas com Aspen, que pertence à sexta casta. Esse é um namoro perigoso devido às leis do país e ao fato de pertencerem a castas distintas.

Ilhéa é uma monarquia e sempre que  um príncipe se aproxima da idade ideal para se casar, é realizado um concurso que escolhe 35 meninas entre 16 e 20 anos de todos os país para irem ao castelo e passarem alguns dias (ou meses) com o futuro rei, a fim de que ele escolha dentre elas a sua esposa. O próximo concurso está prestes a acontecer e América não tem nenhuma intenção de ir ao castelo lutar pelo coração do famoso príncipe Maxon. Porém, para sua extrema infelicidade, a garota é uma das escolhidas a candidata a princesa e, após uma briga feia com o namorado Aspen (que quer que ela vá para o castelo lutar pela chance de ter uma vida melhor), América acaba cedendo e viaja até a Capital do país, onde passará os próximos meses.



No início muito fugidia e nervosa com os rumos que a competição poderia tomar, a protagonista acaba aos poucos baixando a guarda e fazendo grandes amigas entre as competidoras. Descobre também que Maxon não era bem o príncipe mimado e egocêntrico que ela imaginava.

Seus sentimentos por Aspen vão se confundindo a cada dia mais e suas descobertas sobre o sistema que rege Ilhéa deixam América cada vez mais surpresa e determinada a mudar as coisas. E ela definitivamente não tem medo de demonstrar sua opinião e lutar pelo que acha certo. 

Apesar de ser classificada como uma trilogia distópica, não acho que nenhum dos três livros se enquadrem muito bem nesse gênero. Sim, temos uma sociedade futurística e problemática assim como todas as boas distopias têm; porém o romance e o triângulo amoroso que aos poucos se forma, recebem a maior parte da atenção na narrativa. Os problemas e reviravoltas de Ilhéa acabam ficando como plano de fundo para uma história puramente romântica. Sinceramente não vi problema nenhum nisso, afinal adoro um bom romance e esse, apesar de clichê em alguns momentos, conseguiu me fazer suspirar.


"A elite", o segundo livro da série, foi o que menos gostei, pois muitos momentos me deram raiva e personagens que eu amava acabaram fazendo burrices tão grandes que me deu vontade de jogar o livro na parede. Apesar disso, quando terminei esse segundo volume, fiquei durante um ano roendo as unhas enquanto esperava o lançamento da continuação. Queria muito saber que rumo a história ia tomar e se certos personagens iam se redimir de suas atitudes...


O que me deixou feliz foi que "A escolha" encerrou a série exatamente do jeito que eu queria desde o começo. Achei que a Kiera poderia ter explorado um pouco mais da história dos rebeldes e das castas nesse último livro, porque eu realmente queria que ele tivesse um toque a mais de distopia! E apesar de ter adorado o final, senti que foi meio corrido e alguns (muitos) personagens importantes foram esquecidos. Foi como se a autora estivesse de saco cheio da história e quisesse terminar rápido, esquecendo muitos detalhes. Isso me deixou bastante chateada.

De qualquer forma, gostei muito do livro como um todo e indico a todos que adoram um YA romântico e água com açúcar. América é uma protagonista fantástica e eu acabei me identificando com vários sonhos e medos dela durante a trilogia.




Para quem não sabe, foi lançado também o livro "Os contos da seleção", que possui duas pequenas histórias narradas uma por Aspen e outra por Maxon. Achei a ideia desse livro fantástica, pois com ele pudemos entender o que se passava pela cabeça do príncipe e do guarda enquanto América se descabelava com seus problemas e sua indecisão. Esses dois contos também estão disponíveis gratuitamente para e-book.

Correm boatos de que talvez a história acabe virando filme. Espero que sejam verdadeiros, pois serei a primeira na fila do cinema!

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